Um bebê feminista?

por | jan 16, 2020 | Atualidade

A alguns meses atrás, a PragerU destacou um material no mínimo curioso.

No vídeo chamado “Feminist Books For Brainwashing Kids” (Livros Feministas para Lavagem Cerebral de Crianças em tradução livre), podemos ver o repórter Will Witt apresentando dois livros voltados para crianças. O primeiro, “Feminist Baby” (Bebê Feminista) da autora estadunidense Loryn Brantz e o segundo, “A is for Activist” (“A” é para Ativista) do autor Innosanto Nagara, natural da Indonésia.

Veja o vídeo acima. Disponível somente em inglês.

Antes de adentrarmos no assunto, vejamos um breve panorama das duas obras.

 

Feminist Baby

A autora Loryn Brantz é conhecida por sua contribuição no mundialmente famoso programa infantil “Vila Sésamo” (Sesame Street) que conferiram a escritora duas premiações no Emmy Awards nas categorias de ilustração e design, tendo trabalhado também com grandes companhias como Facebook e HarperCollins. O livro, publicado em 2017 pela Disney-Hyperion, uma editora da The Walt Disney Company, traz uma perspectiva feminista para a vida cotidiana de um bebê. Vejamos alguns trechos do livro:

“A bebê feminista diz não para calças! ”

“A bebê feminista gosta de rosa e azul,

As vezes ela vomita em você! ”

“A bebê feminista escolhe o que vestir,

E se você não gostar, ela não liga! ”

“A bebê feminista joga seus brinquedos! ”

“A bebê feminista brinca com bonecas e carros. ”

Vejamos agora um pouco sobre o segundo livro.

 

A is For Activist

No site oficial do livro, podemos ver uma apresentação que retrata bem a ideia do livro:

A Is for Activist é um livro da ABC escrito e ilustrado para a próxima geração de progressistas: Famílias que querem que seus filhos cresçam em um espaço que não se desculpa por ativismo, justiça ambiental, direitos civis, direitos LGBTQ e tudo mais que ativistas acreditam e lutam”

O livro escrito por Nagara, é estruturado em um esquema em que cada letra do alfabeto traz uma frase, lembrando um acróstico. O material já está adaptado para o espanhol. Vejamos alguns dos preceitos apresentados pelo autor:

“A é para ativistas.

Advogado. Aliado. Abolicionista.

Responder ativamente uma chamada para ação.

Você é um ativista? ”

“A luta feminista por direitos fundamentais.

Escolha em nosso futuro.

Justiça em nosso salário.

A liberdade para florescer em cada e toda maneira. ”

“L-G-B-T-Q!

Ame quem você escolheu,

Porque amor é verdade!

Liberte suas noções de emoções limitadas.

Celebre com orgulho, nossos elos de devoção. ”

Bem, verdade seja dita, temos que concordar com a apresentação do livro! De fato, este é um material precisamente pensado e elaborado para a próxima geração de progressistas. Serão eles, hedonistas que viveram uma busca incessante por uma realidade utópica baseada em uma expectativa mentirosa se seguirem a filosofia de Nagara, ou tolos que progressivamente serão reduzidos a bestialidade se seguirem Brantz. Por óbvio, não há espaço para Deus nessas “historinhas para dormir”.

De fato, o pensamento progressista tem encontrado um alvo que historicamente já foi identificado pelos regimes comunistas da Europa Ocidental: As crianças.

Isto deveria servir de alerta para o modo como temos discipulado as crianças nas Igrejas e lares. Os materiais mencionados acima, não obstante, ainda não estejam disponíveis em português, são um reflexo do que está acontecendo no mundo todo. Em português temos o “Para Educar Crianças Feministas”, escrito pela nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, e o título dispensa qualquer comentário.

Aos poucos, todo o pensamento teórico defendido por figuras controversas como Simone De Beauvoir e Shulamith Firestone, são adaptados a uma linguagem inteligível para crianças.

Este alerta também serve para a valorização de materiais que possam servir de suporte para o discipulado de filhos. Com a graça de Deus, hoje temos materiais que unem teologia e instrução em uma linguagem acessível para crianças.

Dois destes materiais, que podemos mencionar como sendo únicos, são os títulos “Deus fez tudo em mim”  de Justin e Lindsey Holcomb, e “Deus nos fez assim” de Shai Linne. Ambos os títulos foram ilustrados por Trish Mahoney e lançados em português pela Editora Fiel.

 

Deus fez tudo em mim

Este livro foi pensado para crianças de dois a oito anos e aborda de uma maneira inteligente o tema do abuso infantil. O livro deve ser lido para as crianças e visa ensiná-los como proteger seus corpos através do entendimento bíblico do porque Deus fez nossos corpos e a necessidade de protegê-los. Com uma linguagem simples e ilustrada, o livro consegue tornar um tema complexo, acessível para crianças que receberam instruções práticas sobre o assunto através das ilustrações de Mahoney.

 

Deus nos fez assim

O segundo livro da série é indicado para crianças de quatro a onze anos. Dentro da mesma linguagem sucinta e ilustrada da primeira obra, “Deus nos fez assim” traça o ensino bíblico de como a criança deve encarar a diversidade étnica, ensinando-a como esta deve ser objeto de celebração para a glória do Senhor.

Títulos como estes devem ser apoiados com entusiasmo por cristãos. Vemos que o mundo tem feito o “dever de casa” em matéria de produção infantil com conteúdo contrário ao Evangelho.

Como luz do mundo, temos o privilégio e a possibilidade de preparamos, através da graça de Deus, uma geração de crianças que espelham o caráter santo de nosso Senhor e que cresçam em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.

Bruno Philippe

Editor e Gestor de conteúdo do Ministério LER.

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